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Já foi o tempo em que, realmente, o povo era/é o titular verdadeiro do poder soberano. O facto é que a vontade do Estado às vezes contradiz em grande medida a vontade do povo. A prova disso é que, na Inglaterra, o Brexit pode, mesmo, estar em risco depois do resultado das eleições de quinta-feira.

Há um conjunto de cenários, todos igualmente improváveis mas que, todos somados, podem levar-nos a dizer que há uma “probabilidade de 10%, talvez 20%”, de que a saída do Reino Unido da União Europeia não se confirme. Quem o diz é Hugo Dixon, ex-editor do Financial Times e colunista de vários jornais de referência como o The Guardian.

A pergunta é quem é, para quê, e que poder tem o povo? Do meu ponto de vista a resposta é um redundante, “NADA”! Sim, é isso mesmo. O povo não é nada, não tem poder de nada e não pode nada! Os interesses políticos e dos grandes conglomerados econômicos suplantam sempre a vontade popular cujos mecanismos de participação popular na vida política do Estado são ineficientes e em alguns casos inexistentes, seja em países mais ou menos democráticos. Em função disso, ao povo só restam duas alternativas: pressão cada vez mais acirradas sobre os seu representantes ou então sair às ruas e exigir o que é seu por direito (respeito à sua vontade). Pena que nem poder para isso o povo tem…!

nEle, que tudo sabe e vê,
Jesus Cristo de Nazaré!

Nelson Custódio