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Hoje é um dia feliz, mas não nos enganemos. As eleições gerais não vão resolver todos os nossos problemas, são antes de mais uma oportunidade para colocarmos uma pedra no processo de construção desse edifício complexo cheio de idiossincrasias à que nos chamamos de Angola.

Penso que precisamos refundar Angola à luz de um novo pacto republicano, um novo paradigma baseado numa nova narrativa que conserve sobre tudo as coisas boas que nós temos como por exemplo o multiculturalismo; ou seja, precisamos de uma narrativa comum. Precisamos de um país que seja generoso, sobretudo, com todos, que dê oportunidade a todos rompendo deste modo com a sensação de não pertencimento que enferma a alma e o coração de muitos dos nossos compatriotas. Precisamos de romper com o ciclo do compadrismo, do nepotismo, enfim, da apropriação privada do espaço público! Todos os partidos políticos lutam por um mesmo fim (o poder), mas penso ser necessário buscarmos elementos comuns que nos aproximam em detrimento de tudo o que nos distancia.

Nesta “quarta República” é imperioso que não haja mais corrupção de estimação! O produto da nossa equação tem que ter a integridade, a ética, o respeito pela lei como ponto de partida. Nenhum programa político de quem vencer estas eleições será cumprido se não houver honestidade, razoabilidade e comprometimento. A política de “aos amigos tudo e aos inimigos nada”, simplesmente não ajuda. A integridade é um valor comum, não é de esquerda ou direita, não é do MPLA, da UNITA ou da CASA-CE (…).

Precisamos de um país que cresça e produza riqueza para os seus filhos, sem a qual não teremos nada o que distribuir! Precisamos de uma política que seja liberal progressista, isto é, baseada na iniciativa privada, que incentive o desenvolvimento tecnológico e que seja justo criando mecanismos adequados de distribuição de renda, além, é claro da criação de serviços públicos adequados, tudo isso sem esquecer o valor da educação (…).

Viva a Democracia em Angola! Viva as eleições gerais de 2017. Que Deus abençoe muito Angola.

nEle, que tudo sabe e vê,
Jesus Cristo de Nazaré!

Nelson Custódio